Direito de Resposta

Na sua edição do passado dia 17 de janeiro, o Jornal de Leiria publicou em editorial um texto com o título “Como se tenta silenciar a comunicação social” no qual é visada esta sociedade municipal, quem a administra e reflexamente a autarquia. Tal texto contém imputações falsas e insinuações tendenciosas que visam manipular a opinião pública e justificam a presente resposta.

É falso que a TUMG, que é uma empresa municipal dotada de autonomia administrativa e patrimonial, tenha, por força de qualquer tipo de instrumentalização ou razão de outra natureza, procedido ao “alegado” corte de relações comerciais entre a empresa e o Jornal de Leiria e, por essa forma, condicionar (o que nunca lhe seria objetivamente possível!) a “linha editorial” desse jornal.

A dita relação negocial e a sua não renovação automática, mal esclarecida no editorial, têm conteúdo e suporte diversos. Sintetizando, dois veículos da TUMG exibiam publicidade do Jornal de Leiria e este jornal, em contrapartida, divulgou publicidade da TUMG durante o ano de 2018. Chegado o contrato a termo no passado dia 31/12/2018, optou a administração da TUMG pela sua não renovação, passando a submeter os contratos que envolvam publicidade a um novo modelo que permita a todos os órgãos de comunicação social da região (Jornal de Leiria incluído!) ou outros anunciantes, a possibilidade de se habilitarem como potenciais concorrentes.

Sujeitar a critério diverso um negócio bilateral de permuta de publicidade, implementando nele as regras democráticas da concorrência, é um procedimento correto e inatacável, em tudo diverso do elencado em dois terços do espaço do editorial onde se invoca, para preparar o juízo do leitor, una quebra de relações entre um dos mais destacados bancos portugueses da época (BES) e o maior grupo editorial português (IMPRESA) .

A TUMG leu este editorial com um misto de perplexidade e indignação: pela inverdade narrativa, pela desproporção e pela imputação arrogante que lhe é feita de desvio dos princípios que norteiam o exercício democrático.

Na promessa feita aos leitores no parágrafo final, de se não afastar da sua linha editorial, o JL faz uma afirmação redundante para um jornal da sua responsabilidade, com um cheiro a vindicta ou ameaça subliminar que não lhe fica bem.

A ponderação de critérios, o equilíbrio, a proporção e o contraditório, são elementos básicos do exercício jornalístico que todo o jornalista conhece. E, sobretudo, com verdade, isenção e sem tendências. Isto – é claro! – sem se afastar da sua linha editorial.

O Conselho de Administração

 

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